{"resource":{"model_name":"event","name":"Terra: Olímpia","created_at":"2026-02-20T13:00:48.000Z","image_resize":"https://artenlinea.s3-accelerate.amazonaws.com/digital_files/23436/resize_Zilah_Garcia_-_Terra-_FEED.jpg__1_.jpeg","image_thumb":"https://artenlinea.s3-accelerate.amazonaws.com/digital_files/23436/resize_Zilah_Garcia_-_Terra-_FEED.jpg__1_.jpeg","image_large":"https://artenlinea.s3-accelerate.amazonaws.com/digital_files/23436/large_Zilah_Garcia_-_Terra-_FEED.jpg__1_.jpeg","website_list":"\u003ca target=\"blank\" class=\"text-brake\" href=\"https://www.olimpia.sp.gov.br/portal/turismo/0/9/5502/eco---estacao-cultural-de-olimpia\"\u003ehttps://www.olimpia.sp.gov.br/portal/turismo/0/9/5502/eco---estacao-cultural-de-olimpia\u003c/a\u003e","location":"Sao Paulo - Brasil","country":"Brasil","coords":[null,null],"address":"R. Cel. José Medeiros. Patrimônio de São João Batista, Olímpia - SP. 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Todas apresentam Antonio Conselheiro e seu povoado para muito além do massacre que sofreram na Guerra de Canudos. O episódio do fim do século XIX revela a seca como uma característica natural, apropriada como problema político. Todas essas questões forjam não apenas a identidade nordestina, mas também a brasileira.\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003e\u003cem\u003eA exposição Terra: Olímpia\u003c/em\u003e desloca o eixo investigativo para os fluxos migratórios nordestinos e a reconfiguração identitária no interior paulista. A escolha de Olímpia como sede não é fortuita: a cidade, destino de intensas migrações durante o século XX – incluindo a família da própria artista –, tornou-se polo de preservação e reinvenção da cultura popular nordestina, sendo reconhecida como Capital Nacional do Folclore através da Lei Federal nº 13.566, abrigando um dos mais importantes festivais do mundo.\u0026nbsp;\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003eO cerne da exposição é um mural \u003cem\u003esite specific\u003c/em\u003e, de 3m x 5m, inédito, que dialoga formalmente com o muralismo mexicano. A obra investiga as tensões, contradições e potências dessa identidade nordestina forjada simultaneamente no desenraizamento e na persistência cultural. Zilah Garcia opera uma cartografia afetiva onde território, memória e matéria convergem em um mesmo gesto poético-político.\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003e“Essa mostra nasce da minha pesquisa sobre a terra, mas se expande para falar das pessoas que caminharam sobre ela. Ao tratar da trajetória dos retirantes que vieram do Nordeste para o interior de São Paulo, eu falo também da minha própria história e da minha família, da fundação de Olímpia e do sentido de pertencimento que me trouxe de volta à minha cidade natal para realizar minha primeira exposição individual no estado. Desenvolver obras especialmente para essa mostra, a pedido da Prefeitura de Olímpia, reforça ainda mais o vínculo afetivo e histórico que tenho com a cidade e com essa narrativa, o que me deixa extremamente feliz por este momento”. \u003cstrong\u003eZilah Garcia, artista.\u0026nbsp;\u003c/strong\u003e\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003e\u003cbr\u003e\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003e\u003cbr\u003e\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003e\u003cstrong\u003eMaterialidade e experimentação com a terra\u003c/strong\u003e\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003e\u003cbr\u003e\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003eTendo como matéria-prima a terra, a série é composta por pinturas-objetos – obras que, embora tenham a tela como suporte, incorporam um caráter tridimensional através de um processo artesanal e experimental desenvolvido pela artista. O efeito craquelado, característico da terra que se racha devido à seca, é obtido por meio dessa experimentação que discute forma e espaço. Para criar as texturas, a artista coleta terra de diferentes regiões do Brasil e processa pedras que, ao serem trituradas, se transformam em uma espécie de massa. Essa mistura é esculpida na tela, aderindo à superfície durante o processo de secagem.\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003e\u003cbr\u003e\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003ePara alcançar a consistência ideal, Zilah utiliza instrumentos manuais, trituradores elétricos e até secadores de cabelo, ajustando seu método conforme as características dos materiais encontrados e transformando a seca na solução criativa que garante a conservação das obras, ao longo do tempo. Em peças como \u003cstrong\u003e\u003cem\u003eTerra Ignota \u003c/em\u003e\u003c/strong\u003ee \u003cstrong\u003e\u003cem\u003eCulto das Seis\u003c/em\u003e\u003c/strong\u003e, Zilah integra páginas de edições antigas de Os Sertões, que passam por um processo cuidadoso de impermeabilização antes de serem aplicadas sobre a massa de terra. Esse tratamento assegura que o papel interaja com os outros materiais sem perder integridade.\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003e\u003cbr\u003e\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003e\u003cstrong\u003eArquivo audiovisual e retorno às origens\u003c/strong\u003e\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003eA exposição conta ainda com um filme que documenta a viagem de Zilah ao município de Canudos, interior da Bahia, no final de 2024. A projeção exibe a paisagem descrita por Euclides da Cunha sobre a História de Canudos e revela como a vivência da artista naquele território influenciou sua pesquisa artística.\u0026nbsp;\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003e\u003cbr\u003e\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003e“As pinturas e instalações de Zilah Garcia, não representam a terra, elas são de terra, e com isso encurtam a distância entre arte e vida. Com a exposição de agora, Zilah demonstra que a beleza e a singularidade de Olímpia, como a de qualquer cidade, ultrapassa os limites da geografia, a fertilidade do chão, o encanto da paisagem local. Deve-se também a sua gente, as pessoas que ao longo do tempo chegaram até ela, trouxeram consigo a herança de seu passado e, alimentados pela esperança, fincaram suas raízes e cresceram. A poética de Zilah é assim, feita pela sobreposição da História à Geografia, do que restou do passado, fragmentos alegres e tristes, fertilizando o presente e o futuro.” \u003cstrong\u003eAgnaldo Farias, curador.\u003c/strong\u003e\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003e\u003cbr\u003e\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003e\u003cbr\u003e\u003c/div\u003e","url":"/events/terra-olimpia"},"definitions":{"people":{"from":{"name":"Terra: Olímpia","description":"\u003cdiv\u003eA \u003cstrong\u003eEstação Cultural de Olímpia\u003c/strong\u003e apresenta, de \u003cstrong\u003e27 de fevereiro de 2026 a março de 2027\u003c/strong\u003e, \u003cstrong\u003e\u003cem\u003eTerra: Olímpia\u003c/em\u003e\u003c/strong\u003e\u003cstrong\u003e, exposição individual de Zilah Garcia\u003c/strong\u003e que integra um ambicioso projeto artístico sobre identidade nacional, diáspora nordestina e apagamentos históricos. \u003cstrong\u003eCom curadoria de Agnaldo Farias\u003c/strong\u003e,\u003cstrong\u003e \u003c/strong\u003ea mostra reúne 15 obras que articulam experimentação material, memória afetiva e crítica social a partir do clássico \u003cem\u003eOs Sertões\u003c/em\u003e, de Euclides da Cunha, com destaque para as obras \u003cstrong\u003e\u003cem\u003eTerra Ignota\u003c/em\u003e\u003c/strong\u003e e\u003cstrong\u003e\u003cem\u003e Culto das Seis\u003c/em\u003e\u003c/strong\u003e, além do mural \u003cem\u003esite specific\u003c/em\u003e, de 3m x 5m, inédito.\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003e\u003cbr\u003e\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003e\u003cstrong\u003e\u003cem\u003eTerra: Olímpia: \u003c/em\u003e\u003c/strong\u003e\u003cstrong\u003edesdobramentos de uma pesquisa expandida\u003c/strong\u003e\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003eA etapa inaugural do ambicioso projeto, exibido no Centro Cultural dos Correios Rio de Janeiro, no início de 2025, abordou a primeira etapa da pesquisa da artista sobre “Os Sertões”, de Euclides da Cunha, e outras fontes sobre o Arraial do Monte Santo: fontes literárias, jornalísticas, de tradição oral, da cultura popular e do folclore. Todas apresentam Antonio Conselheiro e seu povoado para muito além do massacre que sofreram na Guerra de Canudos. O episódio do fim do século XIX revela a seca como uma característica natural, apropriada como problema político. Todas essas questões forjam não apenas a identidade nordestina, mas também a brasileira.\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003e\u003cem\u003eA exposição Terra: Olímpia\u003c/em\u003e desloca o eixo investigativo para os fluxos migratórios nordestinos e a reconfiguração identitária no interior paulista. 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Com a exposição de agora, Zilah demonstra que a beleza e a singularidade de Olímpia, como a de qualquer cidade, ultrapassa os limites da geografia, a fertilidade do chão, o encanto da paisagem local. Deve-se também a sua gente, as pessoas que ao longo do tempo chegaram até ela, trouxeram consigo a herança de seu passado e, alimentados pela esperança, fincaram suas raízes e cresceram. 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Todas apresentam Antonio Conselheiro e seu povoado para muito além do massacre que sofreram na Guerra de Canudos. O episódio do fim do século XIX revela a seca como uma característica natural, apropriada como problema político. Todas essas questões forjam não apenas a identidade nordestina, mas também a brasileira.\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003e\u003cem\u003eA exposição Terra: Olímpia\u003c/em\u003e desloca o eixo investigativo para os fluxos migratórios nordestinos e a reconfiguração identitária no interior paulista. A escolha de Olímpia como sede não é fortuita: a cidade, destino de intensas migrações durante o século XX – incluindo a família da própria artista –, tornou-se polo de preservação e reinvenção da cultura popular nordestina, sendo reconhecida como Capital Nacional do Folclore através da Lei Federal nº 13.566, abrigando um dos mais importantes festivais do mundo.\u0026nbsp;\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003eO cerne da exposição é um mural \u003cem\u003esite specific\u003c/em\u003e, de 3m x 5m, inédito, que dialoga formalmente com o muralismo mexicano. A obra investiga as tensões, contradições e potências dessa identidade nordestina forjada simultaneamente no desenraizamento e na persistência cultural. Zilah Garcia opera uma cartografia afetiva onde território, memória e matéria convergem em um mesmo gesto poético-político.\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003e“Essa mostra nasce da minha pesquisa sobre a terra, mas se expande para falar das pessoas que caminharam sobre ela. Ao tratar da trajetória dos retirantes que vieram do Nordeste para o interior de São Paulo, eu falo também da minha própria história e da minha família, da fundação de Olímpia e do sentido de pertencimento que me trouxe de volta à minha cidade natal para realizar minha primeira exposição individual no estado. 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Para criar as texturas, a artista coleta terra de diferentes regiões do Brasil e processa pedras que, ao serem trituradas, se transformam em uma espécie de massa. Essa mistura é esculpida na tela, aderindo à superfície durante o processo de secagem.\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003e\u003cbr\u003e\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003ePara alcançar a consistência ideal, Zilah utiliza instrumentos manuais, trituradores elétricos e até secadores de cabelo, ajustando seu método conforme as características dos materiais encontrados e transformando a seca na solução criativa que garante a conservação das obras, ao longo do tempo. Em peças como \u003cstrong\u003e\u003cem\u003eTerra Ignota \u003c/em\u003e\u003c/strong\u003ee \u003cstrong\u003e\u003cem\u003eCulto das Seis\u003c/em\u003e\u003c/strong\u003e, Zilah integra páginas de edições antigas de Os Sertões, que passam por um processo cuidadoso de impermeabilização antes de serem aplicadas sobre a massa de terra. 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Todas apresentam Antonio Conselheiro e seu povoado para muito além do massacre que sofreram na Guerra de Canudos. O episódio do fim do século XIX revela a seca como uma característica natural, apropriada como problema político. Todas essas questões forjam não apenas a identidade nordestina, mas também a brasileira.\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003e\u003cem\u003eA exposição Terra: Olímpia\u003c/em\u003e desloca o eixo investigativo para os fluxos migratórios nordestinos e a reconfiguração identitária no interior paulista. A escolha de Olímpia como sede não é fortuita: a cidade, destino de intensas migrações durante o século XX – incluindo a família da própria artista –, tornou-se polo de preservação e reinvenção da cultura popular nordestina, sendo reconhecida como Capital Nacional do Folclore através da Lei Federal nº 13.566, abrigando um dos mais importantes festivais do mundo.\u0026nbsp;\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003eO cerne da exposição é um mural \u003cem\u003esite specific\u003c/em\u003e, de 3m x 5m, inédito, que dialoga formalmente com o muralismo mexicano. A obra investiga as tensões, contradições e potências dessa identidade nordestina forjada simultaneamente no desenraizamento e na persistência cultural. Zilah Garcia opera uma cartografia afetiva onde território, memória e matéria convergem em um mesmo gesto poético-político.\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003e“Essa mostra nasce da minha pesquisa sobre a terra, mas se expande para falar das pessoas que caminharam sobre ela. Ao tratar da trajetória dos retirantes que vieram do Nordeste para o interior de São Paulo, eu falo também da minha própria história e da minha família, da fundação de Olímpia e do sentido de pertencimento que me trouxe de volta à minha cidade natal para realizar minha primeira exposição individual no estado. Desenvolver obras especialmente para essa mostra, a pedido da Prefeitura de Olímpia, reforça ainda mais o vínculo afetivo e histórico que tenho com a cidade e com essa narrativa, o que me deixa extremamente feliz por este momento”. \u003cstrong\u003eZilah Garcia, artista.\u0026nbsp;\u003c/strong\u003e\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003e\u003cbr\u003e\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003e\u003cbr\u003e\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003e\u003cstrong\u003eMaterialidade e experimentação com a terra\u003c/strong\u003e\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003e\u003cbr\u003e\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003eTendo como matéria-prima a terra, a série é composta por pinturas-objetos – obras que, embora tenham a tela como suporte, incorporam um caráter tridimensional através de um processo artesanal e experimental desenvolvido pela artista. O efeito craquelado, característico da terra que se racha devido à seca, é obtido por meio dessa experimentação que discute forma e espaço. Para criar as texturas, a artista coleta terra de diferentes regiões do Brasil e processa pedras que, ao serem trituradas, se transformam em uma espécie de massa. Essa mistura é esculpida na tela, aderindo à superfície durante o processo de secagem.\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003e\u003cbr\u003e\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003ePara alcançar a consistência ideal, Zilah utiliza instrumentos manuais, trituradores elétricos e até secadores de cabelo, ajustando seu método conforme as características dos materiais encontrados e transformando a seca na solução criativa que garante a conservação das obras, ao longo do tempo. Em peças como \u003cstrong\u003e\u003cem\u003eTerra Ignota \u003c/em\u003e\u003c/strong\u003ee \u003cstrong\u003e\u003cem\u003eCulto das Seis\u003c/em\u003e\u003c/strong\u003e, Zilah integra páginas de edições antigas de Os Sertões, que passam por um processo cuidadoso de impermeabilização antes de serem aplicadas sobre a massa de terra. Esse tratamento assegura que o papel interaja com os outros materiais sem perder integridade.\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003e\u003cbr\u003e\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003e\u003cstrong\u003eArquivo audiovisual e retorno às origens\u003c/strong\u003e\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003eA exposição conta ainda com um filme que documenta a viagem de Zilah ao município de Canudos, interior da Bahia, no final de 2024. A projeção exibe a paisagem descrita por Euclides da Cunha sobre a História de Canudos e revela como a vivência da artista naquele território influenciou sua pesquisa artística.\u0026nbsp;\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003e\u003cbr\u003e\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003e“As pinturas e instalações de Zilah Garcia, não representam a terra, elas são de terra, e com isso encurtam a distância entre arte e vida. Com a exposição de agora, Zilah demonstra que a beleza e a singularidade de Olímpia, como a de qualquer cidade, ultrapassa os limites da geografia, a fertilidade do chão, o encanto da paisagem local. Deve-se também a sua gente, as pessoas que ao longo do tempo chegaram até ela, trouxeram consigo a herança de seu passado e, alimentados pela esperança, fincaram suas raízes e cresceram. A poética de Zilah é assim, feita pela sobreposição da História à Geografia, do que restou do passado, fragmentos alegres e tristes, fertilizando o presente e o futuro.” \u003cstrong\u003eAgnaldo Farias, curador.\u003c/strong\u003e\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003e\u003cbr\u003e\u003c/div\u003e\u003cdiv\u003e\u003cbr\u003e\u003c/div\u003e","id":10673,"web_site":null,"start_date":null,"end_date":null,"country_id":6,"city_id":82,"province_id":3530,"periodicity_id":3441,"estimated_audience":null,"created_at":"2026-02-20T13:00:48.000Z","updated_at":"2026-02-20T13:00:49.000Z","parent_id":null,"completed_rate":null,"deleted_at":null,"slug":"terra-olimpia","rank":null,"street":"R. Cel. José Medeiros. Patrimônio de São João Batista, Olímpia - SP. 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